A veces, yo quiero moverte, a veces, yo quiero romperte
A veces, yo me vuelvo loco, a veces, ¡ay! si no te toco
A veces, voy pateando el piso, a veces, sólo me deslizo
A veces, a veces se ceba, y entonces, ella es mi problema...


Y son las cosas del destino, y son las cosas de la suerte
voy a salir nena a buscarte y vas a ver cuando te encuentre.


A veces, yo quiero moverte, a veces, yo quiero tenerte
A veces, ella es la locura, a veces, sólo ella me cura.
Y son las cosas del destino, y son las cosas de la suerte
voy a salir nena a buscarte y vas a ver cuando te encuentre.
A veces, me muevo, a veces, me muero...
Cuando decís te quiero, cuando decís te amo...

A veces - Los Piojos

Para escutar comendo doce de leite, nesse frio que chegou.

À nossa latinidade, com orgulho.



Escrito por Ana Amalia às 15h01
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pérolas da semana

"Resolvi sair do armário, agora eu sei: eu sou hétero!"

"Anda logo!!!" - depois de me passarem a mão na bunda em meio a Haddock Lobo.

"sometimes you need to spoon and theres no bodys around!!"



Escrito por Ana Amalia às 02h18
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me encantan los argentinos!

Ana Amália diz:

e olha meu blog tb!

Сharles diz:

a ver!

Сharles diz:

I can see barely naked vegetarian people...

Charles diz:

Abismado



Escrito por Ana Amalia às 22h25
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“Ti a mim, me a ti, e tanto”*

Era Dia das Mães.

Com frase do padre pop no Domingão do Faustão, me decidia pela estética profunda. “Há que se berrar do alto de um prédio aquilo que nos foi sussurrado ao ouvido”, dizia.

Depois de cozinhar um recém inventado molho caseiro para o tradicional miojo, composto de tomates-cereja (favoritos do falecido e quase inintroduzido avô), alho, cebola desidratada, ervas finas, com muito manjericão, banhados em um azeite extra-virgem português, e de ter me orgulhado de mim mesma em voz alta, recebendo como resposta o fato do citado sucesso gastronômico ser herança congênita da avó também portuguesa como o azeite (aquela mesma que nomeou-me), tirei o plástico que embalava o novo livro.

Abri. Página 123, Guimarães Rosa:

Partida do Audaz Navegante.

(*in: Primeiras Estórias).

 

 



Escrito por Ana Amalia às 18h42
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O que é o entre?

Entre o sentimento estético e a consciência social; entre o belo e o dever; entre o único e o valorizado; entre o meu e o de vocês, não há entre nenhum.

Bendita preposição indicativa de espaço vago, aquilo que está meio a duas coisas: o nada: cheio de ar, visível por sua inexistência. Espaço vazio localizado na distância de dois obejtos/fatos/pessoas... Montão de ar.

Em Inglês, duas diferentes preposições: se entre dois, between, se entre vários, among. No Português, a mesma: entre. No imperativo, uma ordem para que algo ou alguém acesse o espaço do interlocutor: Entre!

Para Gessinger, uma oposição não simétrica, genial: “Entre o real e o abstrato, a loucura e a lucidez, entre o informe e a nudez... entre um copo e outro da mesma bebida e entre tantos corpos com a mesma ferida (eu me sinto um estrangeiro, passageiro de outro trem...)”.

Para mim, segundo Freud, o entre é um trauma. Vem da infância. Por Lacan: a culpa é do pai, também.

Segundo Mary Douglas, e para a Antropologia, é aquele inclassificável. Ao mesmo tempo poderoso, por revelar o sistema classificatório estruturalista, e rejeitado por não ser nem uma coisa, nem outra. É o cabelo, a unha, o sêmen, o suor e o sangue. O ornitorrinco, a travesti.

Já para o mundo simbólico, não há entre nenhum. A beleza é a própria percepção sensorial daquilo que não deve ser entendido, mas compartilhado. Compartilhamento de signos universais que nos atingem intelectualmente pelos sentidos. E é por ai que eu vou.

Entro.

E o que eu mais quero ver é beleza no mundo.

 



Escrito por Ana Amalia às 18h30
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momento militância

Deixo uma dica: por que você não aproveita a Semana Santa, quando tradicionalmente nao se como carne, para experimentar por alguns dias? 



Escrito por Ana Amalia às 12h57
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In the next ten years...

America will need over two million new teachers. Who will they be?

http://www.teachnow.org/

Pensem nisso sobre o Brasil.

 



Escrito por Ana Amalia às 20h22
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"No glove, no love!"

esse é o tema que deixei na última aula antes do carnaval.

E esse é o tema que dona Gi Tititi prefere: "Qualquer coisa que se mova é um alvo, e ninguém ta salvo", como já diria os Engenheiros do Hawaii, relatando a condição pop do papa no mundo.

Quanto a esse admirável momento não trabalhista no Brasil, eis que volto para Marília Hills depois de mais de quatro meses... meio que por erro de percurso parei aqui de novo e de novo não fui para Salvador, nem pro Rio, nem participei de uma escola de Sampa... Meu amigo britânico, porém, já. Olha que coisa. Qual o poblema da minha pessoa? Como assim não tive essa experiência translúcida de beber caipirinha sambando a 40 graus de febre em Salvador?

Alguém me ajuda no ano que vem?

Como sempre, estive em meio a pessoas que amo, fazendo não muito mais que curtir o momento. Mas dessa vez tudo foi diferente, dessa vez eu não sou mais daqui... E é poderosa essa lente que a distância coloca na gente... Metáfora: assistam a um vídeo antigo de alguma festa de aniversário.

O bom é que o de cima sobe e o de baixo desce, quem era próximo, fica ainda mais e quem tava longe, se perde no infinito "parecido com borboletas no jardim" (só para não esquecer do carnaval mais emo e sertanejo que já existiu)!

\o/ E ai galera, como foram de carnaval?



Escrito por Ana Amalia às 02h39
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A vista de Anne Frank

O Diário de Anne Frank foi o primeiro livro de gente grande que eu li assim que aprendi a ler. Na verdade li a peça de teatro sobre ele, que um primo atuou. Pena que na época eu não consegui entender bem o que foi o holocausto, qual a diferença da Alemanha e da Holanda, porque perseguiam os judeus... mas eu lembro que eu gostei do que Anne pensava e como escrevia. Em 2005 tive a chance de conhecer a "casa de atrás" onde ela esteve com a família por dois anos, em Amsterdam. Deixo aqui o link da vista que eles tinham da janela, a imagem é de agora, ao vivo: http://www.annefrank.org/content.asp?PID=546&LID=2

Se quiserem saber mais sobre o museu que antes era o antigo esconderijo deles: http://www.annefrank.org



Escrito por Ana Amalia às 12h23
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minhas amigas mulheres não me entendem...

I wanna go to bed with arms around me but wake up on my own
Pretend that I'm still sleeping 'til you go home

I can't look at you this morning
I should probably have a sign that says
"Leave right now or quicker"
You've overstayed your time

If I don't believe in love nothing will last for me
If I don't believe in love nothing is safe for me
When I don't believe in love you're too close to me
That's why you have to leave

Maybe I slept peaceful on your shoulder
Your arm warm around my side
But it's different now
It's morning and I can't face your smile

The second that I feel your safe hands reaching out for mine
I slip away and out of sight
You've ovestayed your time

If I don't believe in love nothing is good for me
If I don't believe in love nothing will last for me
If I don't believe in love nothing is new for me
Nothing is warm for me
Nothing is real for me

If I don't believe in love what do you get from me
When I don't believe in love nothing is real for me
If I don't believe in love you're getting too close to me
It's why you have to leave
It's why you have to leave

(Don't believe in love - Dido)



Escrito por Ana Amalia às 22h33
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Sobre o post anterior

O mesmo deve ser lido ao som de My Interpretation (Mika). Deixo uma parte aqui:

You talk about life, you talk about death,
And everything in between,
Like it's nothing, and the words are easy.
You talk about me, you talk about you,
And everything I do,
Like it's something, that needs repeating.
I don't need an alibi or for you to realize,
The things we left unsaid,
Are only taking space up in our heads.
Make it my fault, win the game
Point the finger, place the blame
Address me up and down,
It doesn't matter now.

'Cause I don't care if I ever talk to you again.
This is not about emotion,
I don't need a reason not to care what you say,
Or what happened in the end.
This is my interpretation,
It don't, don't make sense.



Escrito por Ana Amalia às 23h57
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animais irracionais

Hoje é uma data nada fútil, hoje é Natal. Porém, venho aqui tratar convosco da enorme futilidade das frases de minha geração. Aliás, espero que seja somente de minha geração, embora provavelmente não deva ser...

Para explicar sobre a futilidade de algumas frases, vou dar um exemplo. Fuçando aleatoriamente em orkuts alheios eis que encontro belas fotos, que revelam momentos provavelmente inesquecíveis para as pessoas envolvidas, com legendas paradoxais, basicamente do tipo "Amo muito tudo isso".

Fico aqui me perguntando: como assim as pessoas se expressam através de slogans de publicidade?! Realmente, elas fazem isso, não fazem?

Daí levantei algumas hipóteses... Será que esse slogan é realmente tão bom a ponto de expressar mais que o produto? Será que as pessoas não têm uma forma melhor de se expressar? Será que aquela foto bonita revela o mesmo que essa expressão: nada? Será que os valores que damos às ocorrências de nossas vidas está relacionado aos produtos televisivos? Será que o McDonalds é tão inesquecível quanto os melhores momentos de nossas vidas? Se for, que depressão coletiva...

Tem algo mais lindo e mais digno de ser chamado de arte do que a capacidade de um ser humano se expressar, passar para os outros exatamente aquilo que está em seu pensamento no momento? Tarefa praticamente impossível, mas não desistam, pessoas... Claro que a mente alheia é intangível, mas esforcem-se para alcançá-la! Tem algo mais lindo do que uma frase que nos revela tudo, como por exemplo, ao falarmos das incertezas do amor: "eu não sei dizer o que quer dizer o que vou dizer/ eu amo você mas não sei o que isso quer dizer"? Acho que falta cultura poética pros meus conterrâneos...

É quase um ato animal o que fazem, revelando a eles mesmos por frases prontas. É tipo cartão de Natal onde a mensagem já vem escrita. É melhor nem dar, né? Não diz muita coisa. Digo ato animal porque os animais não têm capacidade de se articular linguisticamente, ou seja, para expressar dor simplesmente dão um grande grito. Imagino essas pessoas, ao sentir a dor da perda de uma grande paixão, urrando como um animal selvagem. É praticamente a mesma coisa.

Gente, pratiquem a arte de saber dizer.

E meninas, uma coisa que eu aprendi foi: você conhece bem o homem que você está pelo jeito que ele escreve. Não sabe escrever/falar de si? Não vai demorar muito pra você descobrir que ele não sabe é pensar. Agora se ele consegue fazer isso, mas por frases prontas, você descobre é que ele não sabe pensar sozinho. Interessante, não?

Se alguém lembrar de outras frases prontas propagandísticas desse nível, é só escrever! Firmeza total, mano?



Escrito por Ana Amalia às 23h37
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como assim??!

Eis que não mais que de repente um aluno me diz que eu sou a cara da Dakota Fanning, e aí eu resolvi escrever! Ainda mais quando um amigo me diz que me acha muito mais parecida com a Fiona do Shrek antes de virar ogra (eu acreditei...). Acho isso um tanto quanto estranho, as pessoas olharem pra gente e verem outras pessoas, não é? Se bem que esse sempre foi um dos meus maiores vícios... vejo outros em vocês! E agora parece que o feitiço está se voltando contra a feiticeira!

Bom, olhem e vejam o que vocês acham:

essa é a Dakota Fanning, que eu só fui descobrir depois que meu aluno disse!

Já essa é a famosa Fiona:

Agora, há tempos atrás, me falavam da Dona do That's 70 show, sabe? Olha ela aí:

 

E a que mais falam, desde quando fui monitora de Antropologia na UFSCar é... tchanananan!! Mary Jane, a namorada do Homem-Aranha:

Enfim, essas são as mais recorrentes!

Acho que na verdade é só ver uma ruiva branca que vão falar que eu pareço, né?

Tem alguém que sempre falam que vocês se parecem? Ou melhor, quem parece com quem, na sua opinião?

 



Escrito por Ana Amalia às 18h12
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Como uma música antiga pode ser tão atual?

I feel drunk but I´m sober
I´m young and I´m underpaid
I´m tired but I´m working, yeah
I care but I´m restless
I´m here but I´m really gone
I´m wrong and I´m sorry baby

what it all comes down to
Is that everything´s gonna be quite alright
I´ve got one hand in my pocket
And the other one is flicking a cigarette
What it all comes down to
Is that I haven´t got it all figured out just yet
I´ve got one hand in my pocket
And the other is giving the peace sign

I´m free but I´m focused
I´m green but I´m wise
I´m hard but I´m friendly baby
I´m sad but I´m laughin
I´m brave but I´m chicken shit
I´m sick but I´m pretty baby

What it all boils down to
Is that no one´s really got it figured out just yet
I´ve got one hand in my pocket
And the other is playing the piano
What it all comes down to my friends
Is that everything is just fine fine fine
I´ve got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxi cab . . .

Hand in my pocket - Alanis Morissette



Escrito por Ana Amalia às 19h11
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Andei pensando...

Então, como diz meu irmão Rato em pleno almoço de domingo na Liberdade: as mulheres perdidas costumam ser as mais procuradas!

E como diz meu primo: Mantenha contato, mas mantenha distância...

E como diz o Pedrin: Rapadura é doce, mas não é mole não!!

E como diz a Gi: Titititi!!

E como diz o Allan: Rootz...

E  como diz meu pai assistindo ao Jornal Nacional: Hunf...

e como eu sempre digo: Que papo é esse...?!



Escrito por Ana Amalia às 17h54
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